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sábado, 13 de junho de 2009

Sei Bem... FINAL


Tenho mil oportunidades para errar, para tentar acertar, para aprender e viver, mas não posso me dar ao luxo de erra dessa vez, não com essa pessoa! Sempre fomos muito amigos, e é exatamente por isso que tenho medo, é exatamente disso que tenho medo. Não queria que por causa de algo descoberto agora, nossa amizade se enfraquecesse, ou até mesmo acabasse. Uma coisa desse tipo não iria deixar impune nem à nossa amizade caso você não tentasse, nem ao menos, me compreender. Sei que é estranho, mas antes de qualquer coisa, tenta, pelo menos, escutar:

Sei bem que foi você um dos que me estendeu a mão quando estava isolada naquele planeta novo;

Sei bem que foi em você que confiei para confessar e desabafar coisas que não ouso com outros;
Sei bem que tem coisas que se entende, mas não se pode retribuir;
Sei bem que assim como há felicidade, há tristeza, que prefiro a verdade dura e pura à mentira bem camuflada, mas seja delicado, não faça expressões e trejeitos que me levem a crer que você irá me julgar de forma errada;
Sei bem que pode ser precipitação, engano de um coração, e até mesmo confusão, mas não faça pré-conceitos.

Até porque, coisas desse tipo sempre acontecem, não é verdade? E ainda podemos ser amigos depois disso, não podemos? Até porque, mesmo que seja eu a garota cheia de devaneios e sonhos surreais, posso apostar que você já teve também os seus momentos de utopia, e... A gente, cedo ou tarde, tem que ficar sabendo de algumas coisas que a vida não nos mostrou antes, não é mesmo? Porque amar alguém não é algo que está nos limites das escolhas humanas, está? E, amor não é algo que se pode escolher, é?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sei Bem... Parte UM

Sei bem que palavras são só palavras, que se escritas perpetuam, mas nem sempre são lidas por quem queremos...
Sei bem que amor é só amor, que é um sentimento nobre, mas também sei que nem sempre se deve dizer quem se ama...
Sei bem que somos livres, que fazemos o que queremos, assim como falamos e agimos, mas também tenho consciência de que se mal usados, não representam liberdade...
Sei bem que tenho amigos, como também inimigos. Sei bem que devo confiar e contar sempre com aqueles que eu escolhi como os melhores...
Mas e se der tudo errado? E se eu esquecer que palavras são só palavras e achar que eu posso mudar meu destino com elas? E se eu esquecer que amor é só amor e resolver abrir meu coração e me entregar a uma paixão? E se eu esquecer o conceito de liberdade e falar tudo o que tenho e sinto dentro de mim? E se eu resolver me confundir, e acabar falando o que talvez não deva falar?

Sei bem que tem coisas na vida que valem à pena, sei também que muitas vezes ‘’há males que vem para bem’’, que tem horas que se tem que sofrer para crescer, chorar para amar, e todas essas coisas piegas... Mas o problema é que eu não estou me referindo a algo clichê, ou normal. Essa situação não é daquelas que se vê em filmes, ou daquelas que, para tentar resolvê-las, pode-se recorrer a livros de contos de fadas. E agora? O que faço? O que falo? Para quem confesso o que descobri?

p.s.: segunda e ultima parte em breve!

sábado, 23 de maio de 2009

Por que? parte final

Será que se você não tivesse pegado aquele maldito carro azul marinho e corrido nas ruas molhadas pela chuva para chegar mais rápido, o destino teria mudado e hoje eu não estaria aqui nesse quarto, no fim de mais um dia nebuloso, chorando compulsivamente e me arrumando para ir ao cemitério, zelar mais uma vez pelo seu sono, mas desta vez aquele considerado eterno, e pedir para que te guardem aonde quer que você esteja? Queria poder ter a chance de te dizer novamente, mas agora pela última vez, que eu te amo como sempre te amarei, que você esta no meu coração e na minha memória de uma forma que nunca sairá, porque eu posso jurar que você foi a melhor coisa que minha vida já teve! ‘’Eu te amo’’ são palavras de pouca força e expressão perante meu sentimento, mas ainda assim é usual, clássica e romântica, e não deixam de esconder aquilo que realmente sinto por você. Enfim, eu te amo, e só você sabe o quanto!

p.s.: finalmente o fim, e ai, gostaram? Sejam críticos!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Por que? parte dois

Então, aonde quer que esteja, olhe para mim, olhe para a minha cama desarrumada, olhe para o meu quarto cheio de fotos minhas, nossas e muito mais suas, olhe ao meu redor, olhe para a minha pobre vida! Está tudo simplesmente de um jeito que nem eu reconheço mais! Você conseguia colocar sentindo em cada minúscula coisa de cada pequeno dia, e hoje você está apenas em meus sonhos, dos mais longos aos mais curtos, dos mais lindos aos mais românticos... Eu estou depressivamente mudada, minha cama, antes de casal, agora está vazia, meu quarto está escuro e silencioso, só meu corpo permanece jogado nele, tudo ao me redor me lembra você, minha vida esta obscura e estou sem saber o que fazer, o que falar, o que pensar... Você tinha um jeito meigamente educado de me tratar, sabia como me reconquistar a cada manhã e de um jeito diferente, só você para me dizer o quanto estava bonita quando acordava depois de uma longa festa, com a maquiagem feita na noite anterior derretida em meu rosto, você era o único que tinha o dom de me fazer acordar no meio da noite para ficar olhando você horas a fio só para ver cada gesto que seu corpo fazia inconscientemente enquanto dormia, só para admirar sua beleza, só para ver você e zelar pelo seu sono, e agora olho a cama e não vejo mais ninguém... Porque você fez isso comigo? Porque resolveu me deixar? Você tinha mesmo que sair naquela noite fria e chuvosa? Porque você tinha que ser sempre tão teimoso e nunca me escutar? Será que se você fizesse mais vezes o que te aconselhava, as coisas teriam sido diferentes?

p.s.: última parte o mais rápido possível!

domingo, 17 de maio de 2009

Por que? parte um

Pela minúscula fresta da janela mal fechada na noite de alguns dias atrás, um pequeno raio de sol inunda o quarto escuro. Aquele pequeno, porém forte brilho bem em meu rosto foi o suficiente para me arrancar daquele profundo sentimento de solidão que está me corroendo há dias. Esfreguei meus olhos com olheiras acumuladas e olhei bem para o criado mudo que compramos juntos, e não acreditei no que aquele relógio que você me deu me dizia. Já eram três horas da tarde de um sábado de primavera que poderia ser um lindo, perfumado e florido dia, mas não... Eu tinha acabado de acordar e desde Quinta-Feira eu estava nesse esquema de dormir às sete horas da manhã, só pensando em você, e acordar entre duas e três horas da tarde. Quinta-Feira... Quinta-Feira... É... Já está na hora deu encara essa dura realidade de uma forma normal. Chega de passar noites em claro gastando caixas e mais caixas de papel absorvente nasal azul, a sua cor preferida, chorando rios profundos de lágrimas como aqueles que conhecemos juntos em nossas viagens, observando o vazio do quarto antes considerado nosso, pensando na solidão em que me encontro sem você. Chega! Chega! Vou pensar que você está melhor agora, porque eu... Eu... Eu não sei, não consigo inventar desculpas para pensar que eu também estou bem agora que você se foi... A quem estou tentando enganar? É claro que não vou conseguir encarar esse sentimento confuso de frente sem você, depois de ter passado tantos dias perfeitos ao seu lado. Você, que eu conhecia desde que era pequena, era tudo para mim... Minha vida se renovava a cada dia, cinzento ou ensolarado, em que eu te via. Meus pensamentos mais distantes ganhavam novos rumos a cada ligação sua. Meu sincero coração de menininha disparava a cada sussurro seu. Minhas pernas tremiam, meus músculos enrijeciam, minhas lágrimas escorriam pelo rosto, eu por inteira me derretia a cada declaração de amor sua. E você sempre percebia cada uma dessas pequenas e apaixonadas ações e fazia questão de retribuí-las. Mas agora esse melancólico dia já está no fim, e eu aqui, lutando contra meu choro, pensando no que vestir...
p.s.: parte dois em breve (;